quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Planejamento de marketing e sua importância


Há uns 30 dias uma aluna do ultimo semestre de graduação em Publicidade e Propaganda da Universidade Católica de Brasília pediu para que eu falasse um pouco sobre o planejamento de marketing e sua importância no contexto das empresas nos dias de hoje, bem como o espaço que esse profissional ocupa nas empresas de comunicação. Achei interessante publicar no blog dessa semana, pois faz tempo que não falo um pouco sobre o mercado da comunicação em si. A seguir os principais trechos da entrevista.


1. Pra você, o que é planejar?
Para mim, desenvolver a cultura de planejamento representa reconhecer a importância do planejamento antes da ação. Planejar é mais uma atitude do que uma tarefa. O primeiro atributo de um planejamento bem sucedido é a capacidade de rapidamente identificar o resultado final que se pretende.

Planejar significa juntar as etapas que levam ao fim desejado. Planejamento contém planos e metas. Planos contem objetivos e etapas.


2. Qual o perfil do profissional de planejamento em comunicação?
Além de visão sistêmica, que é a capacidade de enxergar a situação como um todo, o profissional de planejamento tem que ter duas características básicas: Informação e imaginação.

Informação sobre o projeto, sobre o resultado esperado, sobre o cliente e as necessidades.
Imaginação para antever o resultado esperado e estabelecer o que é necessário para chegar lá.


3. Qual é a função do planejamento?
Um bom planejamento está sempre errado uma vez que o futuro não se desenrolou exatamente como o planejado, mas deverá estar sempre certo se considerarmos que foi elaborado segundo os melhores critérios e avaliação naquele momento.

Um planejamento trata do futuro. Não só é impossível garantir algo no futuro, como também não se pode prever, projetar ou planejar o futuro com precisão acurada.

Portanto planejamento não é acertamento. Sua principal função é a preparação do futuro, uma vez que estabelece prioridades, otimiza recursos e organiza o processo.


4. Em que se baseia um planejamento de comunicação?
Além dos objetivos e importância que enumerei nas perguntas anteriores (e que servem para todo e qualquer tipo de planejamento) um plano de comunicação precisa também ter bem claro que tipo de imagem se deseja criar na mente do consumidor.

Philip Kotler afirma que marketing é uma batalha de percepção e, portanto, é fundamental que as diretrizes previstas no planejamento contribuam para a criação de uma imagem diferenciada na mente do publico-alvo.


5. Como você descreve o mercado de trabalho atual nessa área?
Presto serviços para pequenos e médios empresários. A maioria dessas empresas não possui cultura de planejamento e vive “apagando incêndios”, o que é natural. Nosso sistema educacional não prepara as pessoas para planejar, e sim para executar tarefas. Além disso, a estabilidade econômica é recente e a maioria ainda busca soluções em curto prazo. Resquícios ainda da Era Industrial.


6. Em que interfere sua atuação no sistema mercadológico de uma empresa?
Interfere na medida em que o planejamento e o monitoramento propiciado pelas ferramentas de marketing revelam a necessidade de mudanças no mix de produtos, realinhamento de preços e redesenho de processos de distribuição, eventuais “correções de rota” se fazem necessárias visando atingir os objetivos previstos.


7. Você acredita que Planejador esteja tomando o espaço do atendimento nas empresas de comunicação?
Não vejo dessa forma, acredito sim que o profissional que abandona os resquícios da Era Industrial e entende que a Era do Conhecimento e da Informação é que dita as regras do jogo atualmente tem mais chances de ocupar qualquer espaço, e não só nas agências, pois cada vez mais o mercado busca pessoas com capacidade para planejar e com visão de futuro. No atendimento não seria diferente, afinal quem não planeja o atendimento, dificilmente detecta corretamente as reais necessidades do cliente.


Até semana que vêm!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Lucratividade = Marketing

Quando abrimos um negócio, investimos toda a nossa paixão e conhecimento nos produtos ou serviços que vamos vender. Na maioria dos casos, como somos muito bons na confecção deles, decidimos então profissionalizar a atividade. No entanto, as vendas ficam longe de corresponder ao que se esperava. É aí que surgem questões como:

- Se sou um especialista neste negócio e meus produtos apresentam UMA SÉRIE DE VANTAGENS AO CONSUMIDOR, por que as vendas estão baixas?

- Ainda mais, se meus produtos têm todas estas vantagens e um PREÇO INFERIOR AO DOS CONCORRENTES, por que o número de vendas não está correspondendo ao esperado?

Aí você pensa:

- Por que os consumidores escolhem a concorrência?

- E, mais importante, como vou fazer para que eles repetidamente escolham a mim?

Na verdade, no mercado atual, produtos e serviços deixaram de atrair compradores por si só. Ter simplesmente um bom produto não basta para fazer sucesso. Sem dúvida, o que está acontecendo são os efeitos da competição no mercado:

- enorme variedade de produtos e serviços, e cada tipo apresenta inúmeras variações;
- desaparecimento de fronteiras entre categoria de produtos e setores de negócios;
- globalização permitindo a invasão de produtos com preços incríveis;
- e por aí vai…

Digo isso porque gostaria de mostrar a real concorrência a que um pequeno e médio negócio estão expostos. Quem pensa que seus concorrentes limitam-se a quem vende produtos iguais ou similares, está deixando de considerar a concorrência “invisível”, que muitas vezes pode até ser mais nociva aos negócios. Vou dizer mais: até 10 anos atrás, o consumidor estava limitado a menos de 80% de opções de tudo que existe para atrair a sua atenção:

- canais de televisão a cabo,
- opções de lazer,
- cursos e eventos educacionais,
- eventos em geral,
- revistas ultra-especializadas,
- internet (!).

E poderia continuar estendendo essa lista por pelo menos mais três linhas! E acredito que você até por mais de três!

Então, é necessário:
• destacar-se da confusão de marcas, tipo de produtos, opções de entretenimento, e do “tudo de tudo“,
• induzir as pessoas para dentro do seu negócio,
• fazê-las “perceber” o valor de seus produtos/serviços,
• fechar as vendas e
• provocar seu retorno para recompra.

Por isso tudo, competir sem um planejamento de marketing pode ser desastroso para a sua empresa.

Por outro lado, um programa profissional de marketing pode direcioná-lo a um enorme sucesso. Isso acontece porque o mundo é saturado com empresas “eu também estou aqui” e “meu preço é o melhor do mercado”.

A solução está em ter e comunicar uma diferença valiosa e adequada à percepção de seu público-alvo.

A verdade é que as pessoas NÃO procuram preços em tudo que compram, e estão dispostas a fazer negócios (e até pagar mais) por produtos e serviços que atendam a essas necessidades.